Depois de muito tempo sem postar, segue um desabafo:
[...]
[...]
Quanto vale seu sentimento?
Esses dias tenho ponderado muito sobre os valores morais e éticos da sociedade, questionando principalmente a sociedade GLS. Venho pensando sobre o valor dos sentimentos na geração em que vivemos e, porque não, nas vindouras.
Muitos são aqueles que se dizem eternos apaixonados, amantes, uma relação pela eternidade. Mas seriam de fato tão quanto se dizem ser apaixonados ou amando-se comumente? Muitos mais são aqueles que dizem quererem uma relação estável, buscarem a mesma, estarem dispostos a tudo. Porém, aqui me utilizando daquele velho ditado “querer nem sempre é poder”, eu questiono: estariam de fato essas pessoas preparadas para uma relação tão séria e profunda quanto a amorosa entre dois seres humanos, amor o qual foge ao da relação de amizade e de parentesco? Meu questionamento maior, aqui incrustado, é o de quanto vale o seu sentimento pelo seu suposto amado. E quando digo vale, não me refiro a vil moeda de troca circulante em nosso mercado capitalista, ou ainda outros subterfúgios afetivos. Eu pergunto: até que ponto se está disposto ao sacrifício pelo outro, em nome do sentimento carregado no peito (como dito insanamente algumas vezes). E essa pergunta eu faço a todos que dizem amar, a todos que se dizem amantes, pergunto aos enamorados da sociedade heterossexista e homossexista. Aqui emprego estes termos, porque acho triste o uso –afetivo, visto que as questões afetivas hoje em dia estão em baixa.
O que tenho observado hoje em dia, referindo-me principalmente ao meio GLS onde estou inserido, que os sentimentos não têm passado de frivolidades. Exatamente: frivolidades, coisa passageira, fútil, sem valor, mentira; o antigo “até que a morte nos separe” se tornou “até que apareça alguém mais gostoso, inteligente e rico”. Agora, se é testemunha da comunhão do amor na cerimônia do casamento, e daqui algumas horas, se é testemunha do ódio consumista na seção de divórcio. Casamentos vêm e vão, namoros iniciam e terminam, como a facilidade da troca de uma peça de roupa. Se “casa” com o pensamento estúpido de que se não der certo basta separar e tentar com outro. E novamente eu pergunto: quanto pesa o seu sentimento?
Em observância aos tempos antigos, os relacionamentos do passado eram tão duradouros e belos. Afinal, quem não se encanta em ver um casal de idosos se amando e respeitando, com um sentimento tão vivo e ardente como uma chama que teima em não se apagar? A explicação para alguns pode ser difícil de ser dada, outros até podem acusar (o que é mais fácil) que o preconceito e repreensão de uma separação eram maiores. Entretanto, o que poucos conseguem é reconhecer tudo isso e ainda ter consciência de que os sentimentos eram mais valorizados. Tudo acontecia com tempo, cautela, respeito... hoje, com apenas alguns cliques e/ou ligações já se está na cama de alguém. Cito mais um velho ditado: “a pressa é inimiga da perfeição”.
Somado a isso, não quero generalizar que os apressadinhos estão errados, afinal cada um tem seu tempo e cada qual que se responsabilize por seus atos. Contudo, infelizmente o que se observa que tudo aquilo que é firmado com calma, de forma resistente, tende a se tornar longo e indestrutível as tormentas de percurso. De fato, não podemos esquecer os “amores a primeira-vista” (que prefiro chamar de “paixões a primeira-vista”, tão fortes que resistem ao longo do tempo), quando em bases sólidas formam uma história tão bela quanto a que deu início a tudo.
Por fim, quero esclarecer que não me excluo disso, seria muito hipócrita se o fizesse. Porém, por já ter desvalorizado tanto o sentimento de uma relação amorosa, e hoje reconhecer seu valor, que escrevo este. Já usei e fui usado, já fui da classe sexo por sexo (qual preferi não comentar tamanho desprezo que possuo), e tudo isso me leva a desejar uma relação sadia, construída com dedicação, respeito e verdade.
Esses dias tenho ponderado muito sobre os valores morais e éticos da sociedade, questionando principalmente a sociedade GLS. Venho pensando sobre o valor dos sentimentos na geração em que vivemos e, porque não, nas vindouras.
Muitos são aqueles que se dizem eternos apaixonados, amantes, uma relação pela eternidade. Mas seriam de fato tão quanto se dizem ser apaixonados ou amando-se comumente? Muitos mais são aqueles que dizem quererem uma relação estável, buscarem a mesma, estarem dispostos a tudo. Porém, aqui me utilizando daquele velho ditado “querer nem sempre é poder”, eu questiono: estariam de fato essas pessoas preparadas para uma relação tão séria e profunda quanto a amorosa entre dois seres humanos, amor o qual foge ao da relação de amizade e de parentesco? Meu questionamento maior, aqui incrustado, é o de quanto vale o seu sentimento pelo seu suposto amado. E quando digo vale, não me refiro a vil moeda de troca circulante em nosso mercado capitalista, ou ainda outros subterfúgios afetivos. Eu pergunto: até que ponto se está disposto ao sacrifício pelo outro, em nome do sentimento carregado no peito (como dito insanamente algumas vezes). E essa pergunta eu faço a todos que dizem amar, a todos que se dizem amantes, pergunto aos enamorados da sociedade heterossexista e homossexista. Aqui emprego estes termos, porque acho triste o uso –afetivo, visto que as questões afetivas hoje em dia estão em baixa.
O que tenho observado hoje em dia, referindo-me principalmente ao meio GLS onde estou inserido, que os sentimentos não têm passado de frivolidades. Exatamente: frivolidades, coisa passageira, fútil, sem valor, mentira; o antigo “até que a morte nos separe” se tornou “até que apareça alguém mais gostoso, inteligente e rico”. Agora, se é testemunha da comunhão do amor na cerimônia do casamento, e daqui algumas horas, se é testemunha do ódio consumista na seção de divórcio. Casamentos vêm e vão, namoros iniciam e terminam, como a facilidade da troca de uma peça de roupa. Se “casa” com o pensamento estúpido de que se não der certo basta separar e tentar com outro. E novamente eu pergunto: quanto pesa o seu sentimento?
Em observância aos tempos antigos, os relacionamentos do passado eram tão duradouros e belos. Afinal, quem não se encanta em ver um casal de idosos se amando e respeitando, com um sentimento tão vivo e ardente como uma chama que teima em não se apagar? A explicação para alguns pode ser difícil de ser dada, outros até podem acusar (o que é mais fácil) que o preconceito e repreensão de uma separação eram maiores. Entretanto, o que poucos conseguem é reconhecer tudo isso e ainda ter consciência de que os sentimentos eram mais valorizados. Tudo acontecia com tempo, cautela, respeito... hoje, com apenas alguns cliques e/ou ligações já se está na cama de alguém. Cito mais um velho ditado: “a pressa é inimiga da perfeição”.
Somado a isso, não quero generalizar que os apressadinhos estão errados, afinal cada um tem seu tempo e cada qual que se responsabilize por seus atos. Contudo, infelizmente o que se observa que tudo aquilo que é firmado com calma, de forma resistente, tende a se tornar longo e indestrutível as tormentas de percurso. De fato, não podemos esquecer os “amores a primeira-vista” (que prefiro chamar de “paixões a primeira-vista”, tão fortes que resistem ao longo do tempo), quando em bases sólidas formam uma história tão bela quanto a que deu início a tudo.
Por fim, quero esclarecer que não me excluo disso, seria muito hipócrita se o fizesse. Porém, por já ter desvalorizado tanto o sentimento de uma relação amorosa, e hoje reconhecer seu valor, que escrevo este. Já usei e fui usado, já fui da classe sexo por sexo (qual preferi não comentar tamanho desprezo que possuo), e tudo isso me leva a desejar uma relação sadia, construída com dedicação, respeito e verdade.
[...]
Peços desculpas se mogei alguém, mas tá aí um texto que escrevi num momento de desabafo. E de explosão diante tanta promiscuidade, desvalorização dos sentimentos e desrespeito ao ser humano.
Abraços e beijos...
