Diário de um Anjo

Nome:
Località: São José, Santa Catarina

Alguém a se conhecer! É difícil falar de nós mesmos. Somente conhecendo-me para saber quem sou!

venerdì, ottobre 27, 2006

Deuses, Astros e a Vida

"Per amore, hai mai fatto niente solo per amore?
Hai sfidato il vento e urlato mai?
Diviso il cuore stesso?
Per amore, hai mai corso senza fiato?
Per amore, perso e ricominciato?
Per amore,
Io sai stasera a resto non ho nessun pretesto,
Soltando una mania che è ancora forte e mia...
Dentro quest'anima che strappi via,

E te lo dico adesso sincero con me stesso...
Quanto mi costa non saperti mia...
E sarebbe como se tutto questo maré"

(trechos de Per Amore - Zizi Possi)

[...]
E a vida continua, lentamente...
Minha faculdade cada vez mais "puxada"! Eu como sempre sozinho, sem nenhum "amore in cuore mio"!
Só peço a Deus que essa lamúria dentro de meu peito esteja próxima de ser findada. Seja pelo preenchimento desse vazio que se alojou, ou que "il cuore mio" entre em letargia...

"Quero apenas poder acordar sem esse setimento,
olhar para o céu, e admirar seu explendor...
Contemplar o firmamento
e acreditar que os Deuses com seus desígnios
creditem-me bons agouros de futuro!
...
Vou olhar para a Lua, ver sua luz e sua beleza,
como a 'Bela Jovem' a ser desposada,
amada e, pelo seu amante Sol, desejada.
Ele com suas hostentações, adornos e gracejos,
Tão doce e avassalador ao mesmo tempo!
...
Aos astros, peço apenas a beleza!
A liberdade e saúde peço aos Deuses,
e a vida e o amor peço ao Criador!"

martedì, ottobre 24, 2006

Recomeçar

"Eu quero aprender
a ser mais humilde.
A prostra-me diante dos reis e rainhas.
Aprender a ser EU quando preciso for.

Eu quero aprender a ser mais feliz...
... a ver nas pequenas coisas,
... a beleza do eterno e do sensato,
Quero esquecer as imagens tremeluzidas,
Aquelas do nosso impávido imaginário.

Irreais, transformados em realidade,
Quero manipular os sonhos,
e com eles meus sentimentos!

Ensina-me a amar mais,
e pedir menos!
Ajude-me a ver a beleza do que é puro
e a pureza na simplicidade.

Eu só quero ser mais simples!
Fugir da minha vida de burguês...
... correr pelos campos de centeio.
Isso mesmo, pelos campos de centeio,
Rumo ao infinito do ser.

Não caminhe por mim,
mas aconselha-me nos primeiros passos.
O medo de cair novamente tomou conta.

Deixei-me levar pelo que parece ser grande,
esquecendo que o que é grande é passageiro.
E o que é pequeno é grande o suficiente,
e forte, para que se torne eterno!"

[...]
É incrível como pessoas entram e saem de nossas vidas... Algumas desapercebidas, outras causando grandes estragos ou enorme alegria. Passem anos, décadas ou séculos, sempre hei de me surpreender com isso!
HeEHehEhe...
Mas isso tem se tornado difícil também. Tenho ficado cada vez mais fechado, fazendo um casulo para me proteger do mundo! Como se, inconscientemente, um medo começasse a germinar dentro de mim.
E, de fato, isso tem se espelhado, e muito, nas minhas relações pessoais... eu não sei mais falar para uma pessoa que estou gostando dela; as palavras travam a minha boca quando vou falar que gosto muito de um amigo...
Talvez, poderia sim dizer, que isso é devido as pessoas com quem me abri e utilizaram disso em favor próprio! Contudo, estaria apenas apontando culpados e não resolveria o problema.
"... e estávamos lá na pista, assistindo ao show. Ele olhou e eu retribui olhar, tentei sorrir, mas os lábios travaram. Fez sinal com a cabeça para eu aproximar-me, porém não fui (meus pés estavam colados no chão). Estava estático, ..." - Seria o medo?
Certamente, isso dói: não conseguir dizer o que sente, quando isso deveria ser feito! Não conseguir dar o primeiro passo!

lunedì, ottobre 23, 2006

Vida, bela vida!

Diria que minha vida foi bem vivida até então.
Já chorei bastante e como sofri.
Ri muito, gargalhadas arrancadas da alma.

Passei por muitos momentos de alegria,
os quais passei a vida inteira esperando...
E também por momentos de profunda tristeza,
momentos que em minha mente ter-se-iam apenas sorrisos,
lágrimas rolavam pela minha face!

No meu coração essas lágrimas eram muito mais densas
e mais letais!
Cortavam, rasgavam a carne em profunda dor.
Lágrimas de sangue que não marcaram apenas o corpo,
mas também a alma.

E os momentos de alegria?
Momentos que ficarão guardados na memória,
apagando as cicatrizes da dor, da qual estas foram o remédio!
Momentos vividos tão intensamente...
... que na percepção humana e na lembrança parecem sonhos!

E a vida continua...
Bela, imponente, alvitrante e altissonante...
E é na simplicidade que busco a felicidade.

Entre lágrimas e gargalhadas...
que vivo intensamente entre tempestades e calmarias.
Contudo, é no silêncio que me encontro!
Pois no silêncio é que grandes guerras são travadas
e grandes idéias formuladas!
E, principalmente, o amor cresce ou esvai-se!

Amor e ódio...

"Não quero sua vida
não quero ser você!
Apenas quero meu amor
Aquele que deixei de ter
quando te amei!

Por sua causa ainda dói
e carrego na carne
os reflexos de sua revolta
Frias e calculadas
palavras armadas de ódio!

E descobri que quanto mais
ódio ou amor
Caminhamos lado a lado

Tornando-nos dependentes
e os momentos separados
mas por apenas uma fina película

Rompida apenas por um olhar
apenas por uma palavra
Furtivamente entre o amor e o ódio
Eternos companheiros!"

sabato, ottobre 14, 2006

Até quando?

"Uma mentira
E uma farsa
Por fim uma desilusão
e quase o choro

Se choro, não é por ti
mas por me deixar morrer
A lágrima chega aos olhos
e não a permito que caia

Por tanta mentira
Uma vergonha e um firmamento
a vergonha do ser
o firmamento do mundo!"

É como já disse uma vez a uma amiga: essa não é a vida em que findarei realizado!
A cada pessoa que conheço, mais uma desilusão e incrivelmente eu ainda "sinto" por isso acontecer.
Não exijo muito das pessoas, apenas que cumpram com suas palavras proferidas... mas talvez essas, sejam vomitadas ou apenas para agradar ao ouvinte!
Talvez meu critério de criar "vínculos amigatícios" tenha se tornado mais duro, rígido... talvez tenha sido sim, mas acredito que seja pela dureza do mundo que tenha aprendido a ser menos tolerante com quem tenta se aproximar de mim.
Acredito que seja nos primeiros contatos que cada um deve mostrar que é digno de confiança! Portanto, sempre que alguém se aproxima dou uma "abertura" e cabe a ela ganhar minha confiança e, se não foi "de prima", com absoluta certeza mais tarde ela não conseguirá com facilidade!!
Pensando melhor, acho que meu pesar pela desilusão é ainda maior por minha própria culpa. Isso mesmo, sofro por mim... por ter deixado me ludibriar...
Enfim, é isso aí... um desabafo! hehehe

venerdì, ottobre 13, 2006

Un nuovo membro...

"Pode me chamar de gay, não está me ofendendo.
Pode me chamar de gay, é um elogio. Ser gay me favorece, me amplia, me liberta dos condicionamentos. Não é um julgamento, é uma referência.
Pode me chamar de gay, está dizendo que sou inteligente. Está dizendo que converso com ênfase. Está dizendo que sou sensível.
Pode me chamar de gay. Está dizendo que me preocupo com os detalhes. Está dizendo que dou água para as samambaias. Está dizendo que me preocupo com a vaidade. Está dizendo que me preocupo com a verdade.
Pode me chamar de gay. Está dizendo que guardo segredo. Está dizendo que me importo com as palavras que não foram ditas. Está dizendo que tenho senso de humor. Está dizendo que sou carente pelo futuro. Está dizendo que sei escolher as roupas.
Pode me chamar de gay. Está dizendo que choro sem o consolo dos lenços. Está dizendo que meus pesadelos passaram na infância.

Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou aberto e me livrei dos preconceitos. Está dizendo que posso andar de mãos dadas com os anéis. Está dizendo que assisto a um filme para me organizar no escuro.
Pode me chamar de gay. Está dizendo que reinventei minha sexualidade, reinventei meus princípios, reinventei meu rosto de noite.
Pode me chamar de gay. Está dizendo que não morri no ventre, na cor da íris, no castanho dos cílios. Está dizendo que sou o melhor amigo da mulher.
Pode me chamar de gay. Está dizendo que me importo com o sofrimento do outro, com a rejeição, com o medo do isolamento. Está dizendo que não tolero a omissão, a inveja, o rancor. Pode me chamar de gay. Está dizendo que vou esperar sua primeira garfada antes de comer. Está dizendo que não palito os dentes. Está dizendo que desabafo os sentimentos diante de um copo de vinho.

Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou generoso com as perdas, que não economizo elogios, que coleciono sapatos. Está dizendo que sou educado, que sou espontâneo, que estou vivo para não me reprimir na hora de escrever.
Pode me chamar de gay. Que seja bem alto.

A fragilidade do vidro nasce da força e do ímpeto do fogo."

(Pode me chamar de gay - Fabrício Carpinejar)

Então, esse é meu primeiro post neste blog... Já tive outros blogs, mas desfiz-me deles, e agora estou querendo voltar à "ativa"!
Espero que quem ler goste, postarei aqui algumas poesias, músicas... coisas do meu dia-a-dia...
Enfim, sem muito o que falar hoje.. e fica aqui (acima) uma poesia que gosto muito, que fala um pouco de mim!
Abraços a todos...