Diário de um Anjo

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Località: São José, Santa Catarina

Alguém a se conhecer! É difícil falar de nós mesmos. Somente conhecendo-me para saber quem sou!

domenica, marzo 29, 2009

Memórias

Alguns anos depois, quando já tinha em torno de um 8 anos, novo evento marcou minha vida. Gostaria de fazer esse salto, pois minha falha memória recorda-se de vagos eventos entre meu momento citado anteriormente e este que mencionarei agora. E todos eventos sem muita importância.

Deste caso tenho amargor em recordar, talvez para alguns possa aparentar algo sem tamanho valor, mas para uma criança é bastante traumatizante. Por volta de meus 8 anos eu e meus pais visitávamos meus tios, e eles resolveram passar na padaria onde meu tio trabalhava (não pergunte por quais motivos que não recordo). Chegando lá, meus pais, minha irmã, eu, meus tios e meu primo, andamos por todo o prédio fazendo um "reconhecimento de campo", e depois seguimos para a área da panificação.

E meu primo (13 anos na época) convidou-me para subir ao terraço, que queria me mostrar uma coisa. Inocentemente fui, chegando lá ele mostrou que se tinha visão de toda a rua, e com isso colocou seu pênis, já ereto, para fora da calça como numa exibição para rua. Até então, como não tinha malícias, não fiz nenhuma suposição, porém fui surpreendido. Ele pediu que o esperasse que já voltava, e continuei lá olhando para rua, foi então que ele me agarrou por trás, intimidando-me e dando ordens. Por ora, acredito que não preciso mais comentar sobre o assunto ou fazer citações, apenas que o fato não se consumou. Consegui me desvencilhar dele e correr para meus pais, contudo, nada relatei a eles sobre o ocorrido, pois que haviam ameaças pesando sobre mim (uma criança de 8 anos).

Hoje, crianças dessa idade já possuem uma certa autonomia em relação aos seus desafetos, entretando, em minha criação fui sempre educado a respeitar e obedecer aos mais velhos, e isso juntamente as intimidações tiveram peso relevando sobre a sequência dos fatos. Por muito tempo obliterei isso, nem mesmo contei a pessoas de minha família. Os motivos de tê-lo feito? Não sei, nem posso afirmar que fiquei de todo traumatizado, apenas que fiquei remoendo por muito tempo essa história.

Não quero questionar traumas, nem mesmo cavucar no passado soluções para problemas da vida presente, nem mesmo fazer exposições de minha vida. Apenas desejo me livrar de um peso, de uma carga que carrego por anos, sem desabafar com ninguém. Uma carga de acontecimentos e pensamentos que permeiam meu ser, instigando-me, deixando-me irrequieto.

Enfim... quero registrar meu agradecimento a Sirley, que me sugeriu que começasse a "pôr num papel" todas essas coisas. Agradecer também a Zeina, amiga em tempo incondicional, sempre disposta a escutar meus lamúrios. E tantas outras pessoas que estão em meu caminho, que ma ajudam na construção de minha fortaleza e unem suas forças as minhas nas batalhas que me faço presente.

Obs.: Quero pedir desculpas pelos erros ortográficos e gramaticais. Tenho muitas dificuldades na área, e tento saná-las aos poucos... contudo, sme um bom corretor ortográfico o bicho pega também. [risos]

sabato, marzo 28, 2009

Memórias

Nasci no dia 07/dez há 21 anos... numa cidade do sul de Santa Catarina. Como dizem, era um bebê com cabelos acinzentados e vários fios brancos, será que isto significava alguma coisa? Não sei dizer, apenas sei que quanto mais o tempo passa, mais parece que nada sei, que tudo que aprendi o tempo fez questão de apagar.


Na época minha família era considerada classe média-baixa, acredito, mas que com o tempo foi crescendo e melhorando de posição. Quando maior, tinha lá meus 5 ou 6 anos, estudei no Colégio Rainha do Mundo, sendo particular e mais bem quisto da cidade na época. E mesmo sendo uma educação mais rígida, tenho boas lembranças dessa época. Aliás, tenho lembranças um pouco mais remotas, de um tempo que acredito ter 4 anos, ou talvez recém feito 5 anos. Porém, não sei datar a partir de qual momento minhas lembranças são mais importantes, ou talvez não existam lembranças mais ou menos importantes, pois que se a memória guarda é porque algo de importante existiu no fato.


O que vale ressaltar aqui, em relação a memórias, é que foi por essa época que conheci o Maurício. Um amiguinho que tinha na época e que gostava muito dele. Sentia ciúmes quando ele brincava mais com os outros e não me dava mta bola. Costumávamos passar por um buraco que tinha na grade que separava nosso prédio da área do Parque Municipal de Urussanga. Gostava muito de estar com ele, brincar com ele... lembro que quase todo dia descíamos para brincar. E foi uma das coisas que mais senti falta quando me mudei para Floripa, recordo-me até mesmo de fazer a viagem pensando que não mais veria o Maurício, que não mais brincaria com ele. Contudo o tempo passou, e sua forma implacável de lidar com a vida, trouxe-me o esquecimento. Hoje lembro-me vagamente do rosto de Maurício, das brincadeiras que gostávamos... muito pouco.


Enfim, por hoje é isto... e aos pensamentos malidicentes: não, o carinho que sentia pelo Maurício era apenas de amigo, de fato era muito especial para mim e talvez depois com o tempo se tornasse maior, mas só posso falar pelo que acontecia na época.

lunedì, marzo 23, 2009

Retorno depois de tanto tempo sem postar algo aqui... um retorno difícil eu diria. Não que esteja passando por um momento complicado, pelo contrário, mas me desacostumei a escrever. Nesse tempo que estive afastado endureci, meus sentimentos e minhas palavras. Pode ser constrangedor falar de amor, porém, para mim tem sido ainda mais constrangedor não falar dele. Não mais me reconhecia nas palavras e nos atos, e isso é dolorido. E é nesse sentido que digo que é difícil retornar, pois é como se voltasse a aprender a escrever, a sentir, a sorrir e a chorar.
Nesse período passei por bons e maus momentos. Adiantei-me e regressei inúmeras vezes nessa escola chamada "Vida". E volto a afirmar quão boa/generosa ela é. Agora, só posso afirmar que não estou mais tão adaptado com as palavras, nunca estive, mas antes me sentia mais livre para brincar com elas. Em vista disso, deixo aqui só um texto pequeno escrito há muito tempo.


"Já apontei sem nem saber para quem estava apontando...
observando noutro apenas os defeitos que feriam minh´alma.
Não os defeitos de outrem, mas meu próprios,
perfurando, cortando, martirizando."

"Tanto andos e endos já cometi
e quantos ainda ser-se-ão notados por mim;
ou far-se-ão notados por minha conta!"

"Resoluto em minhas convicções e dores
sigo falando apenas de mim, no ápice de meu egoísmo,
Desconhecendo mais um de meus defeitos:
o egocentrismo avassalador."

"Ainda um dia condenei um narcisista,
mas quem diz que o depressivo não é outro,
apenas com vestes e uma máscara diferente!"

"Atalho meus verdugos no tronco das remissões...
prosto-me diante a vida, na mais sublime humildade.
Permitindo serem as humilhações minhas tutoras,
E adentrando a felicidade diante da verdade vivida."